segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O drama nacional : Jessica Athayde na passerelle ou As mulheres são mesmo umas C....s umas para as outras

(xinamãe, já há alguns meses que não metia as mãozinhas no teclado e vinha aqui )


Parece que anda tudo muito nervoso com o desfile da CIA Marítima, mais concretamente com a prestação da Jessica Athayde.
Alguém me explica o que esta gente andou a tomar?
Mas qual é o drama, o horror, o síndrome nacional que se instalou com os comentários de estupefação ?
A Jessica não é modelo profissional? E então?
É a primeira figura pública a desfilar por uma marca?
Não tem corpo de modelo profissional ? AINDA BEM!
Quantas não dariam um dedo mindinho para ter o corpo da Jessica Athayde (ponho-me já na fila da frente?)

Talvez ficasse melhor uma modelo anorética, apática, com ar pouco saudável a desfilar em biquini?!

Eu acho que ela esteve muito bem, sorridente, feliz, saudável, bonita, com curvas. E para mim isto é muito do que é "ser-se bonito".

Pequena amostra do que se passava nas redes sociais


Conselho das meninas de bâton para a Jessica?

de quem?????  Certas pessoas abusam do direito de liberdade de expressão e de serem ignorantes.



Linda!
                                De Lisboa, com amor
*a Lisboeta*

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Com muita fama e todo o proveito

Em Alfama sente-se o fervilhar em cada pedra da calçada, o rádio não toca, mas ouve-se distintamente o som da marcha a ecoar pelas vozes do bairro.
Veste-se de verde e de amarelo, de sorrisos, de mãos nas ancas e de pés que batem no chão, em todo o sincronismo.
Vive-se vitória porque mais um título já cá canta. 
O pescoço inclina-se ainda mais para cima, as costas endireitam-se mais um pouco.
O orgulho é grande.
No largo do Salvador montam-se os bares com cerveja, preparam-se as brasas. 
No céu uma teia de fios coloridos e enfeites deixam espreitar as vizinhas que não descem à rua.
Na rua Castelo Picão, a D.Helena abraça-nos e prepara as melhores sardinhas, com o melhor pão, as melhores batatas e o melhor caldo verde.
Mãos abençoadas.
A banda afina os instrumentos, preparam-se para desfilar os vencedores.
Todo um mar verde e amarelo começa a descer a rua, num entusiasmo e alegria que não se descreve.
Já mais ao fim da noite, sentada na escada, vejo a menina, não mais que 7 ou 8, dançar como se da marcha fizesse parte. 
A avó da menina, sentada a meu lado, não me deixa cair na distração, enquanto carinhosamente me vai dando safanões repetindo o mesmo mantra "esta dança tudo".
Coisa que não se imita é esta, a pertença a uma terra ou a um bairro, este credo tão profundo e entranhado que se sente na pele.




de Lisboa, com amor
*a Lisboeta*

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Uma bagagem de amor (começar de novo)


Mão com mão, abraço correspondido, cama desmanchada, quente.
2 escovas de dentes.
2 pratos na mesa, 2 copos meio cheios.
O teu perfume e o perfume dele.
2 conjuntos de chaves.
2 despertadores a tocar de manhã.
Um número de telefone na marcação rápida.
Falar sobre o dia.
Ver um filme.
Fotografias com dois rostos e não apenas um.
2 sorrisos, 2 olhares que se misturam num só.
1 convite com 2 nomes.
2 torradas e 2 galões num domingo chuvoso.
Almoços de família.
Jantares de amigos.
Viagens a 2.
Uma bagagem de amor.

E quando acaba?
Quando um dos dois, que disse "para sempre", te ensina que para sempre tem uma data e um fim?
Como sobreviver a uma mão vazia, à necessidade de um abraço, a uma cama meia desmanchada, gelada porque agora é grande demais?
Como encarar o copo com uma escova de dentes, uma refeição individual, um sofá que de tão pequeno que parecia, transformou-se num monstro?
Como ocupar a cabeça, o lugar vazio, o silêncio que se instala nas paredes, que se infiltra em cada canto de ti?



"Amar é sofrer. 
Para evitares sofrer, não deves amar. 
Mas, dessa forma vais sofrer por não amar. 
Então, amar é sofrer, não amar é sofrer, sofrer é sofrer. 
Ser feliz é amar, ser feliz, então, é sofrer, mas sofrer torna-nos infelizes, então, para ser infeliz temos que amar, ou amar para sofrer, ou sofrer de demasiada felicidade - espero que estejas a perceber."Miguel Esteves Cardoso


Todas as pessoas que conheces vão te dizer que vais ultrapassar ( e muito provavelmente vais).

A tua família irá apoiar-te e ligar-te mais vezes (mais do que provavelmente irás querer).

A tua melhor amiga vai dizer-te que ele nunca te mereceu (quando se calhar, na verdade, ele até mereceu o melhor de ti).

Os teus colegas vão fingir que não se passa nada porque, afinal, tu pareces estar bem ( e livra-te de que alguém no teu trabalho perceba que não estás).

Vais olhar-te ao espelho e vais pensar que ainda és nova e que tens a vida inteira para te apaixonares ( para depois perceberes que se calhar, o que tu mesmo queres é nunca mais voltar a a fazê-lo).

E as horas, dias, semanas, meses, e se calhar até anos, vão passando, entre família, amigos e trabalho.

As noites já não te assustam, a escova de dentes não tem memória de ter tido um dia companhia;
A cama é perfeita para te rebolares num domingo preguiçoso, sem pressas, nem torradas, nem galões.
Tens pouca loiça para lavar e o sofá voltou a ser acolhedor.

Gostas de pegar no carro e dar uma volta, tu e os teus minutos, horas, dias sem fim.

A memória dele, a cinza do que foram, acompanha-te em cada passada, mas agora sem medo.

Tu, que um dia foste dele, voltas a pertencer-te.
E a vida continua, um pouco mais fria, um pouco mais sombria.
Mas continua.



*para ti, que não sabes que te escrevo nem que por vezes sinto o teu pesar comigo (nem como por vezes, devo ser a única pessoa neste mundo que te compreende)






de Lisboa, com amor

*a Lisboeta*








sábado, 24 de maio de 2014

Isto de ser blogger (ou não)

Blog: espaço pessoal partilhado com outros.

Para muitos e muitos, fonte de rendimento (totalmente a favor, nada contra);
Para outros, um meio de comunicar e expressar sentimentos ou pensamentos que não conseguem muitas vezes verbalizar.

Fonte de comunicação: há quem escreva para si próprio, há quem escreva para si próprio e partilhe com outros, há quem escreva apenas para os outros afastando-se de si.
Nada contra também.

Isto vem mais sobre uma forma de desabafo. Recentemente recebi uma mensagem de uma marca de produtos alimentares (do género compotas caseiras, docinhos, etc) que me contactou para pedir que postasse sobre a marca.
Não é a primeira vez, e não me importo nada que aconteça. Aliás, até fico contente, porque se calhar posso ajudar a divulgar algo, o que por sua vez poderá ajudar alguém.
Fine by me.

Agora, por favor, não me digam o que tenho de escrever no meu blog.
Queriam que escrevesse um post falando sobre a empresa, e que dissesse que tinha sido a melhor compota que alguma vez experimentei, e que tinha recebido um cabaz de oferta e que tinha gostado de tudo.

Ora, como sou novata nestas coisas, perguntei se iria experimentar o produto (imagino que a muitos magnatas dos blogs isto despolete gargalhadas, mas foi o que perguntei).
Disseram que não, estariam dispostos a pagar um valor para eu postar sobre esta empresa, mas que tinham decidido não dar amostras do produto por medo de cópia de receita.

Caros, como vos respondi, trocava"o valor" por experimentar o produto.

Uma coisa é divulgar uma marca, já o fiz, e de todas as vezes não recebi um chavo.
Não faço disto a minha profissão (não me importava, mas também não tento que seja), não tenho publicidade no meu blog, banners e etc etc porque possivelmente as 200 a 300 pessoas que lêem-me, não devem constituir o nº mais apelativo para as empresas (para mim ter 200 pessoas a ler o que escrevo é fantástico, maravilhoso e surpreendente);
Não cobro 100, 200, 400 ou 500 euros por post.
Não recebo milhares de euros ao ano por publicidade.

Mas também ninguém me diz o que e como o escrever.

Divulgar uma marca é uma coisa.

Dar a minha palavra que experimentei e gostei, é outra muito diferente.

Lamento, mas não.

A todos os que precisem de um empurrão, eu tenho todo o prazer de ajudar, de divulgar, de partilhar.

Mas a minha opinião, desculpem, essa não está à venda.


de Lisboa, com amor
*a Lisboeta*



sexta-feira, 23 de maio de 2014

DU Clutch

A Mafalda Custódia é uma jovem com muita pinta, com certificação em design de moda e que está a trabalhar no mundo dos acessórios handmade.
Cria clutches únicas, originais, feitas de forma artesanal com muito amor, carinho e dedicação e rigor.
Sempre atenta às tendências e com um enorme amor pela moda, os  artigos da Du Clutch são assim, originais, únicos e apaixonantes.

Deixo-vos imagens e o link do facebook para conhecerem melhor este projeto maravilhoso.

link da Du Clutch

Eu defendo que, quando gostamos do trabalho de alguém, promovemos, fazemos like e divulgamos, portanto se gostarem (que eu tenho a certeza que sim) toca a fazer like e a divulgar meus amores.
Só porque sim, porque acreditamos e porque entre-ajuda é algo que aprecio.

Let´s fall in love?







de Lisboa, com amor
* a Lisboeta*